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Sempre Perto Ou Longe Demais

  • Henrique Otávio Campos Pitt e Silva
  • 4 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

Fonte: Internet/Minas LAB, Flickr

A maior relação de amor e ódio existente é, sem dúvida nenhuma, a relação entre um universitário e sua faculdade.


No começo, é tudo um mar de rosas. O campus é lindo, os professores parecem ser incríveis e os outros alunos da turma parecem ser maravilhosos. Você mal pode esperar para conhecer todos. Sugar tudo o que aquele ambiente pode oferecer. E então os professores passam os primeiros trabalhos. Em grupo. A partir daí, é guerra declarada.


De repente, tudo muda. Você começa a achar o campus um local desagradável, feio e incômodo. Os professores se tornam seres completamente irritantes, sem nenhuma didática e que parecem ter como única missão fazer os alunos sofrerem. Já os outros alunos da turma, esses são os piores. Quando você percebe, até as piadas dos seus amigos já estão te irritando, você quer esganar o primeiro que faz qualquer tipo de comentário ou pergunta na aula. E, durante os trabalhos, é mais fácil pensar num plano de assassinato do que em como fazer as referências.


Resumidamente, a única opção que lhe parece tentadora é a de trancar o curso.


Então, você falta. Ou algum professor cancela a aula. Independente do motivo, você fica algum tempo sem pisar na faculdade e interagir pessoalmente com alguém de lá. Em um primeiro momento, isso é perfeito. Você relaxa e tem contato com sua sanidade mental com o que parece ser a primeira vez em semanas. Meses até.


Mas aí, depois de um tempo, inexplicavelmente, bate aquela saudade. Ela te faz lembrar daquele lugar que fez você e seus amigos ficavam conversando todos os intervalos ou aulas "matadas". Daquele grafite maravilhoso que é seu favorito. Daquele professor que faz seu dia toda vez que elogia algum trabalho ou atividade que sua. Daquela piada idiota que te fez e fez seus amigos quase ficarem sem ar de tanto rir. Daquele flerte de todos os dias nos corredores. Daquele cachorro que sempre vem te pedir carinho.


E então, depois se sentir cercado por pessoas e coisas demais, você começa a se sentir sozinho demais.


Quando você tem que retornar a frequentar as aulas, é um alívio. Voltar a ver seus amigos todos os dias, os professores dando aulas super interessantes, e sempre tem uma novidade pelos corredores. Até que, inevitavelmente, surge o primeiro trabalho. E aí todo o ciclo recomeça. A cada semestre, às vezes a cada mês, essa é a jornada feita por um estudante.

Dizem que a linha entre amor e ódio é tênue. Aqui, ela nem existe.

Publicada: 04/07/2019

Escrita: Henrique Otávio Campos Pitt e Silva

Imagem: Internet/Minas LAB, Flickr


 
 
 
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